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sábado, 9 de abril de 2011

Sistemas computacionais “úmidos” imitam atuação do cérebro


Equema da rede neural artificial úmida. (Crédito: cortesia da  Universidade de Southampton)

Esquema da rede neural artificial úmida. (Crédito: cortesia da Universidade de Southampton)

Pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, estão desenvolvendo um novo tipo de tecnologia de processamento de informação inspirado em processos químicos de sistemas vivos.

Os pesquisadores, Dr. de Planque, bioquímico, e Dr. Zauner, cientista da computação, pretendem adaptar os processos cerebrais a um “cenário de processamento de informação úmido”. A adaptação deverá ser realizada por meio de produtos químicos inseridos em um tubo que se comportará como transistores em um chip de computador. Por enquanto, o que foi desenvolvido ainda é um líquido cerebral mínimo e rústico. Segundo o Dr. Zauner, o computador final será úmido como é o nosso cérebro. O propósito do estudo é desenvolver um sistema artificial que processe a informação da mesma forma que o cérebro, ainda o melhor sistema de processamento de informação vigente. Como o silício, muito usado em hardwares de computadores, tem suas limitações em termos de processamento de informação, a idéia de um cérebro artificial é uma forma de explorar novas possibilidades.

O projeto, intitulado “Rede neural artificial úmida de material químico excitável compartimentado” (em inglês, Artificial Wet Neuronal Networks from Compartmentalised Excitable Chemical Material) terá a duração de três anos e envolve três objetivos complementares. O primeiro é desenvolver gotículas de água com revestimento lipídico; o sistema inspirado em células biológicas deverá conter um meio de produtos químicos excitáveis. O passo seguinte será conectar as gotículas nas redes para que a comunicação através de sinais químicos possa ser estabelecida. O segundo objetivo é projetar arquiteturas de processamento de informação baseadas nas gotículas e demonstrar o processamento de informação intencional nestas arquiteturas. O terceiro objetivo é o de estabelecer e explorar o potencial e as limitações das arquiteturas de gotículas.

A intenção dos pesquisadores é desenvolver uma cópia artificial das principais características das vias neuronais no cérebro que seja capaz de excitação, autoreparo e automontagem.

Este projeto está sendo coordenado pela Universidade Friedrich Schiller, na Alemanha, com outros parceiros do projeto: a Universidade de Bristol, Inglaterra; o Instituto de Físico-Química também na Inglaterra; e a Academia de Ciências Polonesa de Varsóvia na Polônia. O projeto recebeu fundos doEuropean Union’s Future and Emerging Technologies (FET) Proactive Initiatives, instituição que reconhece trabalhos inovadores que já tenham demonstrado um potencial importante.

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